Demorei a gostar da Elis, de Alexandra Lopes da Cunha, foi publicado no ano de 2017 e seu projeto gráfico foi interessante. A capa leva uma releitura do álbum da Elis Regina: Falso Brilhante. E as ilustrações estão entre soldado, avião, e até a Siouxsie.

A tipografia da capa e aberturas de cap. foi feita à mão, fiz todo um alfabeto para depois realizar o trabalho de alinhar as letras e criar os efeitos para que parecesse com o albúm de Elis. Legal né! 

 

 

No romance é retratado uma geração: A dos que nasceram entre o final dos anos sessenta e início dos setenta, a "Geração Coca-Cola", como cantou Renato Russo, que viveu o Milagre Brasileiro, a hiperinflação, a democratização, a década perdida e o que seguiu. Os personagens Libertad Dias da Costa e José Brasil Bataglia Vergueiro encontram-se num momento difícil e é por esta dor que as memórias vividas começam a surgir no reencontro. Colegas de escola na infância, com adolescências separadas e diferentes juventudes, suas experiências de vida: maternidade, paternidade, desamor e morte se confundem com a desesperança dos dias atuais. É na vida adulta que as lembranças se adensam. Narradores se alternam em capítulos não lineares sob a musicalidade das epígrafes de canções que marcaram os anos 70, 80 e 90 vividos intensamente pelas personagens.

Curiosidade: O livro Demorei a Gostar da Elis, foi finalista do prêmio Açorianos Literatura 2017 concorrendo com a Editora Rocco.

© 2020 por Thiene Magalhães

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